CLIDENOR DE OLIVEIRA COSTA (Seu Chá)



Filho do Major Vicente Germano da Costa Ferreira e D. Maria Umbelina de Oliveira Costa
Nascido a 17/agosto/1909 e falecido a 07/junho/1961.  Natural da cidade de Angicos – RN

Trabalhou durante vários anos na área do comércio varejista onde se aposentou devido a problemas de saúde. Prestou, por algum tempo, serviços ao antigo IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários) no setor de arrecadação e ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no setor de avaliação de patrimônios agrícolas, para fins de empréstimos por agricultores e pecuaristas, naquela casa bancária. 

Concomitante a esse período administrou a produção e a venda de telhas e tijolos fabricados na olaria do sítio “Netuno” de sua propriedade. 

Não demonstrava fervor na prática religiosa, entretanto, deu mostras de ter acreditado, e respeitado durante toda a sua vida, na existência de um Ser Supremo. Boêmio na juventude e amante da boa música tocava instrumentos como: violão, acordeão e órgão. 

Militou parcialmente na política partidária, em Pedro Avelino, (cidade a qual adotou como terra natal e onde residiu por pouco mais de duas décadas), nas campanhas eleitorais, apoiando para Presidente da República, o Mal. Henrique Teixeira Lott (PTB/PSD - 1960), e, para Governo do Estado do Rio Grande do Norte, apoiando o Dr. Aluízio Alves (PSD – 1960), seu conterrâneo e amigo de longas datas. Inclusive juntamente com Aluízio Alves , ele foi  um dos redatores do jornal o CLARIM que circulou nos meses de Abril e Março de 1937.

 Foi casado durante dez anos com D. Marina Lopes Costa, filha do agricultor pedroavelinense, Camilo Lopes de Azevedo, tendo gerado, dessa união, um filho único. Ficou conhecido, entre a população carente da cidade e povoados circunvizinhos, pelo hábito, e pela boa vontade, em ajudar aos que não podiam recorrer a um médico, nos momentos de aflição, dividindo com eles os conhecimentos adquiridos, ao longo da sua vida, na área de tratamento de doenças. 

Tinha, ainda, como hábito, registrar diariamente todos os acontecimentos, ocorridos com ele ou com pessoas da cidade, ou de fora dela, dos quais tomava conhecimento, fossem políticos, sociais ou econômicos, em livros, de aproximadamente 100 (cem) folhas cada, que os denominavam de “Diários”, deixando, ao falecer, cerca de cinco ou seis volumes escritos a mão, obras que, lamentavelmente, extraviaram-se com o passar do tempo. Movido pelo espirito da amizade e o dom da boa conversa, era, constantemente, flagrado, na porta de sua casa, em longos diálogos com figuras folclóricas da cidade: Zé Doninha, Maria Queixinho, Lucas e grupo de ciganos, cujo chefe trocava, com ele, extensas prosas, sempre acompanhadas de uma fumegante xícara de café. Entre aqueles que compunham o seu vasto círculo de amizades, podemos citar: o Sr. Justino Xavier, a Srta. Albertina Vieira, o Sr. Wilson Teixeira, o Sr. Joaquim Inácio, o Sr. Celestino Batista, o Sr. Francisco Maciel, entre outros. Atendia pelo carinhoso apelido familiar de Seu Chá, devido à previsão de receber, ao nascer, o nome de Chateaubriant, o qual foi substituído, na pia batismal, pelo de Clidenor.

 A sua silhueta alta e magra era inconfundível pela constante presença da gravata e do chapéu de massa na sua vestimenta, em qualquer momento ou situação. Entre os seus sonhos, estava o de ser Maçom, como fora o seu pai, que alcançou postos na Maçonaria do RJ, entretanto jamais aceitou os convites para tal em virtude de ser conhecedor do seu limitado tempo para cumprir, com rigorosidade, os compromissos exigidos por aquela secular instituição.

  Ele participou com coragem do movimento da intentona de 1935, após boatos de ataque a então Vila de Angicos.  Clidenor de  Oliveira Costa,  tinha o dom da oratória , em virtude disso foi escolhido como vice orador da União Recreativa  Angicana , que tinha como orador, Aluízio Alves. A solenidade de instalação desta entidade foi no dia 15 de Novembro de 1936.

  Foi vitimado, aos 52 anos de idade, por uma broncopneumonia (acentuada pelo vício do tabagismo). O cortejo do seu féretro foi, na época, considerado um dos maiores da cidade e contou com a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas, com a quais nutria profundas amizades.



EXEMPLAR DO JORNAL O CLARIM QUE CIRCULOU EM MARÇO E ABRIL DE 1937 ,
E QUE CLIDENOR DE OLIVEIRA COSTA ATUOU EM PARCERIA COM ALUIZIO ALVES

Biografia e foto enviadas pelo Professor Manoel, filho de Clidenor de Oliveira.

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